Patuá. Objeto vivo de axé, com funções mágicas de proteção aos seus portadores. Rosane Viana Jovelino, mulher de axé, quilombola do quilombo do Kaonge (Cachoeira - BA), tece patuás de linhas e conteúdos sagrados, consagrados aos Orixás, e patuás de palavras, que são poemas para a luta, o amor e a fé. Seu livro Patuá reúne cinquenta e cinco poemas com DNA de África livre, fluentes do epicentro da liberdade negra: quilombo. O lamento banzeiro da negritude junto à sua felicidade guerreira e ao axé dos ancestrais inundou Patuá, um livro de poemas-cântico, poemas-benção.
"Olá, lari, lará, Ayé lá
Outro lado do mar"
80 páginas. 55 poemas. ilustrações de Fábio Haendel. Capa em serigrafia sobre papelão recolhido das ruas de Cachoeira (BA). Encadernação e costura "Irmandade", criada por Gabriela Fidelis, da @comasmaosnegrindias.
Uma pequena editora no coraçao do Recôncavo Baiano